INFRAESTRUTURA EM DESTAQUE - 20/03/2026
- há 14 horas
- 4 min de leitura
Destaques do Dia
20/03/2026
João Pedro Boskovic Cortez joao.cortez@vallya.com
Alan da Mota Penteado Rafaini alan.rafaini@vallya.com
Leilão de reserva de capacidade contrata 18,9 GW: Na última quarta-feira (18), o Governo Federal, por meio do Ministério de Minas e Energia, realizou o leilão de reserva de capacidade (LRCap), com a contratação de 18,98 gigawatts (GW) em potência de usinas de geração elétrica. O certame envolveu a contratação de disponibilidade de energia de usinas termelétricas e hidrelétricas para reforçar a segurança do sistema elétrico nacional. O objetivo do leilão é garantir potência firme para atender picos de demanda e períodos de escassez hídrica, substituindo usinas antigas por unidades mais flexíveis. Trata-se de uma nova rodada desse tipo de contratação, contudo o volume contratado foi significativamente superior ao do último leilão realizado em 2021, o que gerou críticas sobre possível sobrecontratação e impacto tarifário. O projeto foi estruturado com apoio da Empresa de Pesquisa Energética e acompanhamento do Tribunal de Contas da União, que autorizou a realização do leilão apesar de apontar riscos relacionados ao custo e à baixa concorrência. Ao todo, foram contratadas cerca de 100 usinas, incluindo térmicas existentes e novas, além da ampliação de hidrelétricas. Os contratos preveem receita fixa anual de aproximadamente R$ 38,96 bilhões, com preço médio de R$ 2,34 milhões por megawatt ao ano e deságio de 5,52%. Entre os destaques do certame estão empresas como Eneva, Petrobras, Âmbar Energia e Copel, que contrataram projetos de geração e expansão. Hoje (20), será realizada a segunda etapa do leilão voltado a usinas térmicas movidas a óleo. (Valor Econômico)
Leilão de PPP da Saneago recebe uma proposta e deixa dois lotes sem interessados: O Governo do Estado de Goiás, por meio da Saneago, publicou em dezembro de 2025 o edital de concessão de Parcerias Público-Privadas (PPPs) para serviços de esgotamento sanitário no estado. O projeto prevê a concessão de três blocos regionais à iniciativa privada. O objetivo da licitação é estruturar a concessão regionalizada dos serviços de esgotamento sanitário da Saneago, com foco na ampliação da cobertura de coleta e tratamento de esgoto e no cumprimento das metas de universalização estabelecidas. O modelo proposto prevê contratos de 20 anos de duração, contemplando investimentos relevantes na expansão e modernização da infraestrutura. A expectativa era atrair operadores privados com capacidade técnica e financeira para executar um programa robusto de investimentos, estimado em aproximadamente R$ 6,2 bilhões, distribuído entre 216 municípios e com potencial de beneficiar cerca de 3,2 milhões de pessoas. Apesar da relevância, do projeto apenas um grupo apresentou proposta, e ainda assim restrita a um único bloco, enquanto dois dos três lotes ofertados não receberam qualquer manifestação de interesse. O resultado indica possíveis fragilidades na modelagem, que podem ter inibido a participação mais da iniciativa privada. O leilão está agendado para a próxima quarta-feira (25), na Bolsa de Valores (B3), em São Paulo (SP). (CNN Brasil)
Outras notícias
O projeto de concessão das rodovias federais BR-116 e BR-324 na Bahia, batizado de Rota 2 de Julho, está em análise no Tribunal de Contas da União e deve passar por ajustes técnicos antes do lançamento do edital, previsto para julho de 2026. Conforme o Ministério dos Transportes, o TCU solicitou esclarecimentos referente à modelagem. Até o momento, não há indicação de falha estrutural, mas sim necessidade de refinamento técnico. Esta é a última etapa em que poderá haver ajustes no edital, que deverão evitar problemas como reequilíbrios precoces, judicialização ou baixa atratividade no leilão. O projeto substitui a concessão anterior da ViaBahia, marcada por baixo nível de investimento e forte desgaste com usuários. Desde o encerramento do contrato, a operação está sob o DNIT, com intervenções pontuais na BR-116 e atuação limitada na BR-324, focada em serviços básicos. Na prática, o desafio é reconstruir credibilidade: estruturar um contrato que entregue obras relevantes, com tarifa viável e risco bem distribuído. (Agência Infra)
Segundo um levantamento da Confederação Nacional do Transporte as rodovias no Brasil seguem essencialmente regulares, mas as concessões são a aposta para aprimorar a qualidade das estradas brasileiras. Dos 114 mil km avaliados, quase metade está em condição regular (49 mil km), enquanto apenas 11,5 mil km são considerados ótimos. Trechos ruins ou péssimos ainda somam mais de 21 mil km. No Paraná, o cenário é intermediário, dos 6.601 km avaliados: 2.799 km são regulares; 2.180 km são bons; 1.033 km são ótimos; e cerca de 590 km são ruins ou péssimos. A aposta agora são os novos contratos de concessão no Paraná, organizados em seis lotes. O modelo prevê CAPEX pesado: duplicações, terceiras faixas, contornos urbanos e upgrades de segurança, porém vale lembrar que tarifa alta exige entrega alta. Se a execução for eficiente e a regulação funcionar, o estado pode migrar de regular para bom/ótimo em alguns anos. Do contrário, repete o padrão clássico: pedágio elevado sem ganho proporcional de nível de serviço. (Gazeta do Paraná)
A Justiça Federal concedeu liminar à Enel São Paulo e suspendeu o andamento do processo na ANEEL que poderia resultar na perda da concessão da distribuidora. A decisão trava, ao menos temporariamente, a análise que estava prevista para ocorrer na próxima reunião da diretoria da agência. O fundamento central é processual: a juíza entendeu que há risco de aplicação de uma penalidade extrema, além do risco sistêmico na prestação dos serviços. Na prática, agora a discussão é judicial sobre rito e a legalidade do processo. Uma decisão abrupta sobre a concessão poderia gerar efeitos difíceis de reverter para o serviço, a empresa e os usuários. A ANEEL mantém voto favorável à caducidade e à avaliação de intervenção, mas a deliberação colegiada agora fica suspensa. (Exame)
A Prefeitura Municipal de Bauru (SP) declarou o consórcio liderado pela Companhia Brasileira de Infraestrutura (CBI), em conjunto com DP Barros, Trail Infraestrutura e Construtora COVEG, como o vencedor da licitação para concessão dos serviços de esgotamento sanitário. O grupo ofereceu desconto de 38% sobre o teto, aplicável a 90% do volume de esgoto, um valor de deságio elevado, que indica estratégia agressiva de entrada. O contrato inclui não apenas a operação completa do sistema com: coleta, transporte, tratamento e destinação final, mas também obrigações relevantes de investimento com a conclusão e operação da ETE Vargem Limpa, obra paralisada desde 2021, com orçamento estimado em R$ 3,6 bilhões. (G1)
Painel Infra Mensal



Comentários