INFRAESTRUTURA EM DESTAQUE - 24/04/2026
- 24 de abr.
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Destaques do Dia
24/04/2026
João Pedro Boskovic Cortez joao.cortez@vallya.com
Alan da Mota Penteado Rafaini alan.rafaini@vallya.com
Setor de transportes lidera investimentos em infraestrutura: Segundo estudo realizado pela Fundação Getulio Vargas (FGV), o setor de transportes apresenta o maior impacto combinado entre crescimento da produção e geração de empregos no Brasil. A análise compara diferentes segmentos da infraestrutura com base na matriz insumo-produto do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. O objetivo do levantamento é medir os efeitos econômicos dos investimentos em setores estratégicos, considerando os impactos diretos, indiretos e induzidos. O estudo indica que o transporte se destaca pelo forte encadeamento produtivo. Conforme os dados analisados, a cada R$ 1 milhão investido em transportes, a produção pode chegar a R$ 3,34 milhões, com geração de até 31,77 empregos. O setor perde apenas para a construção civil na criação de postos de trabalho, que registra 33,25 empregos por R$ 1 milhão investido, mas tem impacto ligeiramente menor na produção total. Outros segmentos analisados apresentam efeitos distintos. Em informação e comunicação, o multiplicador de produção chega a R$ 2,99 milhões, com geração de 23,87 empregos por R$ 1 milhão investido. O estudo também destaca que o Brasil enfrenta gargalos logísticos relevantes, com predominância do transporte rodoviário e baixa integração entre modais. A avaliação é de que o aumento de investimentos em ferrovias, portos e hidrovias, aliado a melhor coordenação e modelagem de concessões, é essencial para elevar a competitividade e reduzir custos na economia. (Valor Econômico)
Mudança de governos não freia avanço de concessões nos estados: O levantamento realizado pela Radar PPP, foi identificado que os estados brasileiros concentraram R$ 160 bilhões em investimentos em concessões e Parcerias Público-Privadas desde 2023 até o primeiro trimestre de 2026. O objetivo da análise é mapear a evolução das PPPs estaduais e medir o avanço da agenda de infraestrutura após ciclos anteriores. Os dados indicam crescimento de 28,7% em relação ao período de 2019 a 2022, reforçando a continuidade e a ampliação da atuação dos estados na estruturação de projetos, mesmo com mudanças de governo. Do total investido, 46,5% estão concentrados em rodovias, impulsionadas por novas concessões e modelos operacionais mais sofisticados. O saneamento aparece na sequência, com 28,5%, mantendo trajetória de expansão após o novo marco legal e a intensificação de projetos estaduais. No total, foram mapeadas 1.151 iniciativas de PPPs e concessões nos estados e no Distrito Federal. O número de contratos assinados também avançou de forma relevante, saltando de 105 para 291 no período, crescimento de 177%. Já as licitações somaram 105 certames desde 2023, com média de três por mês. Segundo o estudo, cerca de 18% das novas iniciativas chegaram à fase final de contratação, com expectativa de avanço para até 40% ao longo do ciclo. (CNN Brasil)
Outras notícias
O mercado de seguro garantia, instrumento utilizado para assegurar o cumprimento de obrigações em contratos públicos estruturados sob a Lei nº 14.133/2021, apresentou forte expansão no país, impulsionado pelo aumento de licitações, concessões e parcerias público-privadas. Em 2025, o setor, regulado pela Superintendência de Seguros Privados, movimentou R$ 6,29 bilhões em prêmios, crescimento de 23,8%, com projeção de atingir cerca de R$ 7 bilhões em 2026, segundo estimativas da Confederação Nacional das Seguradoras. O avanço está diretamente associado ao volume recorde de leilões de infraestrutura, que somaram 75 certames em 2025, gerando aproximadamente R$ 240 bilhões em investimentos, com expectativa de superar R$ 250 bilhões em 2026. O modelo é amplamente utilizado em projetos de concessão e PPPs para cobrir fases como garantia de proposta, execução de obras e operação. Entre os diferenciais, destaca-se o menor custo e a não imobilização de capital, em comparação à fiança bancária e/ou caução. (Valor Econômico)
A licitação para a construção da ponte sobre o Rio Uruguai pode ser lançada até maio. A iniciativa prevê a construção de uma ponte de aproximadamente 1,2 km de extensão sobre o Rio Uruguai, ligando os municípios de Itapiranga (SC) e Barra do Guarita (RS), além de obras complementares de acesso viário. O objetivo é substituir a travessia por balsa, reduzir em até 100 km o trajeto entre as regiões e melhorar o escoamento da produção agrícola e industrial. O investimento estimado para o empreendimento é de cerca de R$ 379 milhões, com aporte adicional já previsto de R$ 37 milhões via orçamento federal. Neste momento, a continuidade do projeto depende da análise de questões ambientais. (ND+)
Nesta semana (22), o Tribunal de Contas da União (TCU) identificou fragilidades relevantes nos indicadores utilizados pela Agência Nacional de Energia Elétrica para avaliar a qualidade do serviço prestado pela Enel no Rio de Janeiro, impactando diretamente o processo de renovação da concessão sob análise do Ministério de Minas e Energia. O foco da decisão recai sobre os indicadores, que apresentaram inconsistências quanto à confiabilidade dos dados, além de possíveis distorções decorrentes do uso de expurgos por eventos climáticos. O tribunal também criticou a atuação fiscalizatória da agência, classificando-a como morosa e insuficiente para garantir robustez técnica às decisões regulatórias. Apesar das falhas apontadas, o processo de renovação não foi suspenso. (Cenário Energia)
A Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) anunciou que seu conselho aprovou a antecipação de valores referentes a até 4% da receita operacional líquida destinados aos Fundos Municipais de Saneamento, medida que será acompanhada pela Agência Reguladora de Serviços de Abastecimento de Água e de Esgotamento Sanitário de Minas Gerais, responsável pela regulação do setor no estado. A iniciativa está vinculada à renegociação contratual com municípios, prevendo a substituição dos atuais contratos por novos contratos de concessão, com o objetivo de atualizar a modelagem dos serviços de saneamento e garantir maior previsibilidade financeira e regulatória. O valor total depende do número de municípios que farão adesão ao novo modelo contratual, mas os pagamentos estão programados para outubro de 2026 e março de 2027. (Valor Econômico)
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