INFRAESTRUTURA EM DESTAQUE - 21/01/2026
- liviatoledo5
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Destaques do Dia
21/01/2026
João Pedro Boskovic Cortez joao.cortez@vallya.com
Alan da Mota Penteado Rafaini alan.rafaini@vallya.com
Governo Federal finaliza modelagem do Corredor Ferroviário Leste-Oeste: O Governo Federal, por meio do Ministério dos Transportes, concluiu o projeto final de concessão do chamado Corredor Ferroviário Leste-Oeste, resultante da integração entre as ferrovias Fico e Fiol. Agora, o estudo será encaminhado para a análise da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). A proposta trata da concessão de um corredor ferroviário estratégico de cerca de 1,7 mil km, voltado à integração logística do Centro-Oeste e do Oeste do estado da Bahia com foco na exportação via portos. A concessão busca é estruturar um novo eixo ferroviário de escoamento de cargas. A modelagem mantém, em linhas gerais, o desenho apresentado em consulta pública no ano passado, mas exclui o trecho da Fiol 1, atualmente sob responsabilidade da Bamin, cuja execução está paralisada e enfrenta incertezas societárias e financeiras. Após a avaliação da ANTT, o processo será encaminhado ao Tribunal de Contas da União. A programação do governo é publicar o edital em maio e realizar o leilão em agosto deste ano, condicionados à aprovação do órgão de controle. A concessão reúne quatro trechos ferroviários. A Fiol 2 (Caetité–Barreiras, cerca de 500 km) está em construção pelo governo federal. A Fiol 3 (até Mara Rosa, quase 900 km) será acionada após a conclusão da Fiol 2. A Fico 1 (Mara Rosa–Água Boa) é construída pela Vale, e a Fico 2 (até Lucas do Rio Verde) depende de acordo futuro. O projeto também depende da definição do porto de Ilhéus para viabilidade econômica. (Agência Infra)
Governo de Minas publica edital de concessão do Lote Noroeste: Hoje (21), o Governo do Estado de Minas Gerais publicou o edital de concessão do Lote Rodoviário Noroeste, formado por trechos das rodovias BR-365, CMG-496, MG-408 e MG-181, que ao menos 19 municípios. O projeto prevê a transferência à iniciativa privada de um conjunto de rodovias estaduais e federalizadas que somam 767 km de extensão no território mineiro. O objetivo da licitação é estruturar um corredor logístico estratégico para o escoamento da produção das regiões Central, Norte e do Triângulo Mineiro, ampliando a capacidade, a segurança viária e a qualidade da infraestrutura. A iniciativa tem sido veiculada desde 2024, sendo que a previsão inicial da licitação era para 2025, mas o cronograma foi postergado em função do atraso na fase de consulta pública. Agora, a expectativa do governo estadual é que o leilão seja realizado ainda neste trimestre. O contrato terá duração de 30 anos e prevê investimentos estimados em R$ 7,5 bilhões. Entre as principais intervenções estão: (i) duplicação de cerca de 80 km; (ii) implantação de 75 km de acostamentos; (iii) 19 km de vias marginais; e (iv) pavimentação de aproximadamente 110 km de estradas atualmente não asfaltadas. (O Tempo)
Outras notícias
Neste ano, estão previstos 14 leilões de rodovias federais e oito de ferrovias, conjunto de projetos que deve gerar cerca de R$ 300 bilhões em investimentos ao longo dos contratos. Para viabilizar esse volume de aportes e ampliar a atratividade ao setor privado, o Governo Federal tem apostado no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) como principal fonte de financiamento de longo prazo. Em 2025, o banco encerrou o ano com uma carteira estimada em R$ 22 bilhões em empréstimos para concessionárias de rodovias e R$ 3,7 bilhões para ferrovias, com a meta de superar esses valores neste ano. A consolidação das concessões como política de Estado, inclusive com apoio de partidos historicamente reticentes ao modelo, reforça a previsibilidade do setor. O modelo é uma alternativa ao investimento exclusivamente público. (O Globo)
A atual gestão federal encerrou 2025 com o maior volume de concessões de infraestrutura já registrado no Brasil, consolidando um ciclo histórico de leilões de rodovias, portos e aeroportos. Ao todo, foram realizados 50 certames apenas neste mandato, número que supera o desempenho de governos anteriores e reposiciona a iniciativa privada como eixo central da política de investimentos em infraestrutura. Desse total, 31% ocorreram entre 2023 e 2025, evidenciando a intensidade do atual ciclo. Em relação à gestão anterior, foram 45 leilões realizados entre 2019 e 2022, já na gestão de FHC foram realizadas 26 concessões, concentradas majoritariamente no primeiro mandato. Especialistas atribuem o boom recente à necessidade de atrair capital privado diante das restrições fiscais, ao amadurecimento do ambiente regulatório e à maior qualidade dos projetos ofertados. O próprio governo reconhece que ampliar a participação privada tornou-se condição para sustentar investimentos. (Folha Uol)
Nesta terça-feira (20), o Governo do Estado do Rio Grande do Sul formalizou a assinatura do contrato de concessão de uma área no Porto do Rio Grande (RS) para a implantação de um novo terminal portuário da CMPC Celulose, empreendimento estratégico voltado ao escoamento da produção de celulose do Projeto Natureza. A concessão terá vigência de 25 anos, período pelo qual deverá viabilizar a ocupação de uma área que estava ociosa desde 2014, além de construir um terminal com dois berços de atracação para navios, dois berços para barcaças e um armazém com capacidade estática de 194 mil toneladas, ampliando de forma relevante a capacidade logística do complexo portuário. O investimento previsto apenas no terminal é de R$ 1,5 bilhão. (Governo do Estado do Rio Grande do Sul)
Ontem (20), a Empresa Baiana de Águas e Saneamento (Embasa), em articulação com o Ministério das Cidades, confirmou que a licitação dos serviços de saneamento do município de Planalto (BA) deverá ser lançada no segundo semestre deste ano, com previsão de início das obras no começo de 2027. A concessão contempla obras destinada à implantação de um sistema completo de esgotamento sanitário, com redes coletoras, unidades de tratamento e infraestrutura associada, visando garantir cobertura ampla e eficiente para a população do município e elevar os indicadores de saneamento básico da região. Os investimentos estimados são da ordem de R$ 93 milhões, recursos que serão destinados à execução integral do projeto, incluindo obras civis, equipamentos e sistemas operacionais. (Sudoeste na Mira)
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