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INFRAESTRUTURA EM DESTAQUE - 14/01/2026

  • liviatoledo5
  • há 6 dias
  • 4 min de leitura

Destaques do Dia

14/01/2026

João Pedro Boskovic Cortez joao.cortez@vallya.com

Alan da Mota Penteado Rafaini alan.rafaini@vallya.com


Setor de rodovias pode contratar até R$ 127 bilhões em 2026 com concessões e PPPs: O Governo Federal e governos estaduais projetam para 2026 uma nova rodada robusta de concessões rodoviárias, com potencial de até R$ 127 bilhões em investimentos. Em âmbito federal, estão previstas 13 concorrências, somando aproximadamente R$ 85 bilhões em obras, a maior parte dos certames está prevista para o primeiro semestre deste ano, em função do calendário eleitoral. O objetivo das licitações é manter o ritmo de modernização da malha viária, ampliar capacidade, melhorar segurança e dar previsibilidade logística. O ciclo atual dá continuidade ao movimento iniciado em anos anteriores, que em 2025 contratou cerca de R$ 97 bilhões entre novas concessões e repactuações. A estruturação dos projetos envolve o governo federal, estados e instituições como o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, especialmente em concessões com maior risco ou necessidade de aporte público. No entanto, especialistas apontam que os projetos mais atrativos já foram licitados, tornando a nova fase mais complexa do ponto de vista financeiro e regulatório. Contudo há espaço para novos investidores, inclusive grupos internacionais e fundos de perfil mais diversificado, embora muitos prefiram projetos menores e com risco mais controlado. (Valor Econômico)


Leilões de energia somam aproximadamente R$ 20 bilhões em 2025: No ano passado, os leilões de energia realizados movimentaram cerca de R$ 20 bilhões em investimentos, valor relevante, mas bem abaixo do que o mercado projetava no início do ano. Conforme as estimativas da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), vinculada ao Ministério de Minas e Energia, a expectativa era de um valor entre R$ 47 bilhões e R$ 57 bilhões, considerando geração e transmissão. A principal frustração foi o adiamento do Leilão de Reserva de Capacidade, considerado estratégico para a segurança do sistema elétrico. O certame acabou cancelado após intensa judicialização e disputas entre diferentes segmentos do setor. No entanto, alguns certames relevantes ocorreram, tal como o leilão de transmissão contratou cerca de R$ 5,5 bilhões, o de pequenas hidrelétricas (A-5) somou R$ 5,4 bilhões, o leilão do risco hidrológico (GSF) movimentou R$ 1,34 bilhão e o de energia existente alcançou R$ 6,5 bilhões. Segundo especialistas do setor, este ano poderá haver uma compensação, pois problemas de suprimento podem acelerar os leilões que deveriam ter ocorrido antes, como o de capacidade e o de baterias, este último adiado para abril de 2026. Ainda assim, permanecem os riscos de nova judicialização, especialmente no leilão de armazenamento, já que a indefinição regulatória sobre quem arcará com os custos do armazenamento contratado como reserva de capacidade altera as perspectivas dos investidores do setor. (Valor Econômico)


Outras notícias


  • A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) recomendou a retomada do processo de caducidade da concessão da Malha Oeste, atualmente operada pela concessionária Rumo. O modal dispõe de 1.973 km de trilhos, que conectam o estado de Mato Grosso do Sul (MS) a São Paulo (SP). A medida é uma resposta à constatação de descumprimentos contratuais graves, pois foram identificadas falhas na conservação de estações, trilhos, dormentes, pátios ferroviários e instalações operacionais, além da ausência de controle e preservação de 17 veículos sob responsabilidade da concessionária, todos classificados como não localizados e com estado de conservação considerado inexistente. A retomada do processo de caducidade pode inviabilizar o pagamento de indenizações por investimentos alegadamente realizados pela concessionária e, ao mesmo tempo, destravar a relicitação da Malha Oeste, cujo edital está previsto para ser publicado em abril, com leilão estimado para julho. (Correio do Estado)


  • Ontem (13), a Prefeitura Municipal de Maringá (PR), com apoio do Governo do Estado do Paraná, iniciou a consulta pública do edital de concessão de serviços do Parque do Ingá (PR) e lançou oficialmente o Programa Maringá Lixo Zero. O Parque do Ingá, unidade de conservação localizada na área central da cidade, o projeto prevê a concessão de serviços voltados à visitação ordenada, educação ambiental e apoio ao uso público, assegurando a preservação ambiental, a gratuidade de acesso à população e o fortalecimento da gestão do espaço. Já o Programa Maringá Lixo Zero tem como objetivo estruturar soluções tecnológicas inovadoras para reduzir de forma significativa o volume de resíduos encaminhados ao aterro sanitário, o edital prevê que empresas interessadas apresentem propostas técnicas com tecnologias consolidadas ou em estágio avançado de maturidade, no prazo de até 60 dias a contar da publicação. A consulta pública da concessão do Parque do Ingá segue cronograma próprio, com prazos e etapas a serem detalhados no edital. (Governo do Estado do Paraná)


  • Nesta semana, a Motiva, antiga CCR, anunciou uma mudança estratégica relevante em seu portfólio ao decidir concentrar suas operações nos segmentos de rodovias e trilhos, em meio ao crescimento das oportunidades de concessões no Brasil. A definição foi apresentada pelo presidente da companhia, Miguel Setas. Segundo o executivo, a empresa está em processo de venda de sua operação aeroportuária na América Latina, a qual inclui 20 aeroportos, dos quais 17 estão localizados no Brasil, para o grupo mexicano ASUR. A conclusão da transação está prevista ainda para este ano, a operação envolve um valor total de R$ 11,5 bilhões, considerando equity (R$ 5 bilhões) e dívida. A reestruturação do portfólio reflete a avaliação estratégica da empresa de que o Brasil concentra atualmente o maior programa de concessões rodoviárias do mundo, criando um ambiente favorável para expansão justamente nos segmentos em que a empresa possui maior expertise operacional e escala. Com a alienação dos ativos aeroportuários, a empresa busca simplificar sua estrutura, reforçar sua posição financeira e ampliar a capacidade de investimento em novos projetos de concessão rodoviária e ferroviária, alinhando foco estratégico, especialização operacional e aproveitamento do ciclo de investimentos em infraestrutura em curso no país. (Uol Economia)


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