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INFRAESTRUTURA EM DESTAQUE - 09/06/2026

  • há 1 dia
  • 4 min de leitura

Destaques do Dia

09/06/2026

João Pedro Boskovic Cortez joao.cortez@vallya.com

Alan da Mota Penteado Rafaini alan.rafaini@vallya.com


Governo Federal prioriza Ferroanel de São Paulo para integração ferroviária: O Governo Federal, por meio do Ministério dos Transportes, definiu o Ferroanel de São Paulo como uma das principais prioridades da agenda ferroviária federal. O objetivo é reduzir gargalos operacionais e criar novas alternativas de escoamento para além do Porto de Santos. O projeto prevê a construção de um contorno ferroviário com pouco mais de 50 km na região metropolitana da capital paulista, permitindo separar parte do tráfego de cargas do transporte de passageiros e ampliar a conexão logística entre o interior de São Paulo e os portos do Sudeste. Além disso, durante a implementação deve obter a integração entre as malhas ferroviárias e facilitar o acesso aos portos do Rio de Janeiro, Itaguaí, Açu e, futuramente, aos terminais do Espírito Santo. A Infra S.A. já concluiu o projeto básico de engenharia do empreendimento. Atualmente, o Ministério dos Transportes avalia dois modelos para viabilizar a obra. O primeiro prevê a inclusão do Ferroanel como obrigação da futura concessionária da Malha Oeste, cuja nova concessão está em fase de preparação para leilão. A segunda alternativa consiste na incorporação da obra à concessão da MRS Logística, por meio de aditivo contratual e reequilíbrio econômico-financeiro. Os investimentos estimados podem chegar a R$ 6 bilhões. Parte do traçado deverá utilizar áreas já reservadas ao longo do Rodoanel Norte, reduzindo custos de implantação. A expectativa do governo é que as obras possam ser executadas em um prazo entre quatro e cinco anos. (Uol)


Ministro dos Transportes mantém meta de 13 leilões rodoviários federais em 2026: O Ministério dos Transportes reafirmou a meta de realizar 13 leilões rodoviários federais ao longo de 2026, apesar do ritmo mais moderado observado nos primeiros meses do ano. Conforme o Governo Federal, desde 2023 já foram promovidos 24 leilões de rodovias, com previsão de mais de R$ 260 bilhões em investimentos ao longo dos contratos. O objetivo é ampliar a participação da iniciativa privada na infraestrutura rodoviária, acelerar a modernização da malha federal e aumentar a capacidade logística do país. O programa dá continuidade à política de concessões adotada nos últimos anos, combinando novos projetos e a reestruturação de contratos considerados problemáticos ou com necessidade de revisão de investimentos. Entre os principais projetos previstos para os próximos meses estão as concessões da Régis Bittencourt, da Rota 2 de Julho, que substituirá a atual concessão da ViaBahia, da Rota Vale do Café e dos lotes 1 e 3 das Rodovias Integradas de Santa Catarina. A carteira também contempla processos de repactuação contratual, incluindo os corredores Arco Norte e Transbrasiliana, considerados estratégicos para o transporte de cargas e integração regional. Os projetos em preparação envolvem contratos de longo prazo, com investimentos destinados à duplicação de rodovias, implantação de faixas adicionais, melhorias operacionais, construção de dispositivos de segurança e ampliação da capacidade de tráfego. (CNN Brasil)


Outras notícias


  • A Justiça Federal suspendeu a homologação do Leilão de Reserva de Capacidade (LRCap), realizado pelo Ministério de Minas e Energia (MME) e regulado pela Agência Nacional de Energia Elétrica. Realizado em março, o leilão contratou aproximadamente 19 GW de potência para reforçar a segurança do sistema elétrico nacional em períodos de pico de demanda. O projeto previa a contratação de energia proveniente principalmente de usinas termelétricas a gás natural, óleo diesel, biodiesel e carvão mineral, além de hidrelétricas, com contratos de longo prazo voltados ao atendimento da demanda em horários críticos. A suspensão decorre de questionamentos sobre alterações na metodologia de cálculo dos preços, que teriam elevado significativamente os custos do certame, além de críticas à predominância de fontes fósseis em detrimento de tecnologias renováveis e sistemas de armazenamento. (Folha de São Paulo)


  • O Ministério de Minas e Energia (MME), em conjunto com a Agência Nacional de Energia Elétrica, oficializou as diretrizes para o primeiro leilão brasileiro destinado à contratação de sistemas de armazenamento de energia em baterias (BESS). O projeto busca incorporar tecnologias capazes de armazenar energia produzida por fontes renováveis e disponibilizá-la nos momentos de maior demanda, contribuindo para reduzir cortes de geração renovável, ampliar a confiabilidade do sistema e aumentar a flexibilidade operacional do Sistema Interligado Nacional. O certame será dividido em duas etapas. A primeira ocorrerá em dezembro (06) e será destinada a projetos que atendam aos requisitos de conteúdo nacional definidos pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social. Já a segunda disputa está programada também em dezembro (04) e permitirá a participação de projetos sem exigência de conteúdo local. Os contratos terão duração de 15 anos. As regras complementares foram aprovadas pela ANEEL na semana anterior ao anúncio. (Valor Econômico)


  • A Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) está finalizando o acordo de repactuação da concessão do Aeroporto Internacional de Viracopos junto à concessionária Aeroportos Brasil Viracopos. A negociação ocorre no âmbito da Comissão de Autocomposição e busca solucionar divergências contratuais acumuladas desde o início da concessão, em 2012. O projeto contempla a continuidade da operação do aeroporto, a ampliação da infraestrutura logística e aeroportuária e a execução de novas obras, incluindo a antecipação da segunda pista de pouso e decolagem. Em procedimento arbitral paralelo, a concessionária reivindica recomposição de aproximadamente R$ 7,09 bilhões, dos quais R$ 6,08 bilhões estão relacionados à tarifa de movimentação de cargas entre terminais e R$ 934,8 milhões à ausência de desapropriações previstas originalmente. (CNN Brasil)


  • Ontem (08), o Governo do Estado de São Paulo (SP), por meio da Secretaria de Parcerias em Investimentos, suspendeu o projeto de concessão do Complexo Turístico Ferroviário da Estrada de Ferro Campos do Jordão. O projeto prevê a transferência à iniciativa privada da responsabilidade pela realização de investimentos, revitalização, operação e modernização dos ativos turísticos e ferroviários do complexo, considerado um dos principais atrativos da Serra da Mantiqueira. A entrega dos envelopes pelas empresas interessadas estava programada para 9 de junho de 2026. Contudo, com a suspensão da concorrência, todas as etapas do processo ficam interrompidas até a divulgação de um novo cronograma. (Diário do Transporte)


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