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INFRAESTRUTURA EM DESTAQUE - 02/03/2026

  • 2 de mar.
  • 4 min de leitura

Destaques do Dia

02/03/2026

João Pedro Boskovic Cortez joao.cortez@vallya.com

Alan da Mota Penteado Rafaini alan.rafaini@vallya.com


Neste mês estão previstos 14 leilões de concessões e PPPs: Em março, a Bolsa de Valores (B3) sediará, ao menos 14 leilões de concessões e Parcerias Público-Privadas (PPPs), com potencial de mobilizar R$ 41 bilhões em investimentos privados em rodovias, saneamento, aeroportos e projetos sociais. Os certames foram estruturados por governos estaduais, agências reguladoras e pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social. Entre os ativos estratégicos está o leilão simplificado do Aeroporto Internacional do Galeão (RJ), marcado para 30 de março. No setor de saneamento, o destaque é a PPP da Saneago, em 25 de março, com R$ 6,2 bilhões para universalização do esgoto. Em 31 de março, a Companhia de Água e Esgotos da Paraíba realiza leilão de PPP estimada em R$ 3 bilhões. No segmento rodoviário, o governo do Rio Grande do Sul concede o Bloco 2 em 13 de março, com R$ 6 bilhões previstos. Já a Agência Nacional de Transportes Terrestres leiloa em 31 de março a Rota Gerais (BR-251 e BR-116), em Minas Gerais, com R$ 7,3 bilhões. Projetos adicionais incluem concessões de transporte público em Campinas, florestas nacionais em Rondônia e parques municipais no Rio de Janeiro. O volume concentrado de certames consolida uma agenda agressiva de infraestrutura e testa o apetite do mercado diante de projetos de diferentes perfis de risco e maturação. (CNN)


Consórcio Aegea vence leilão de concessão de esgoto de Brusque (SC): Na última sexta-feira (27), o consórcio Aegea venceu a licitação para concessão dos serviços de esgotamento sanitário em Brusque, com contrato de 35 anos. Agora, o grupo aguarda a adjudicação e a homologação para posterior assinatura do contrato. O consórcio é formado pela Aegea Saneamento e pela Saneamento Consultoria, veículo de investimento no qual a Aegea detém 75% de participação. A operação será executada por meio de uma sociedade de propósito específico a ser constituída após a formalização do contrato. Com a vitória, a companhia amplia sua presença em Santa Catarina, onde já possui cinco operações. A concessão em Brusque torna-se a sexta no Estado e reforça a estratégia de expansão da empresa na Região Sul. Segundo comunicado, a Aegea passa a atuar em 893 municípios distribuídos por 15 estados brasileiros, atendendo mais de 39 milhões de pessoas. A companhia afirma que a nova concessão está alinhada ao planejamento de crescimento qualificado e à meta de contribuir para a universalização do saneamento. O contrato de 35 anos deverá prever metas de ampliação da rede coletora, implantação ou modernização de estações de tratamento e indicadores de desempenho vinculados à qualidade do serviço, em linha com as diretrizes do Marco Legal do Saneamento. (Valor Econômico)


Outras notícias


  • O Ministério de Portos e Aeroportos adiou novamente o leilão do STS-10, megaterminal de contêineres no Porto de Santos, a disputa já foi adiada ao menos sete vezes. O impasse envolve restrições concorrenciais propostas pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários e recomendações do Tribunal de Contas da União. O objetivo da dinâmica de duas etapas seria evitar concentração de mercado e estimular a entrada de novo operador independente. Contudo, armadores globais como Maersk, MSC e Cosco criticaram as restrições, alegando risco de redução da competitividade e possível judicialização. Por outro lado, grupos sem operação no porto defendem filtros concorrenciais para ampliar a competição. A indefinição sobre o edital impacta o cronograma, já que há prazo mínimo de 60 dias entre publicação e entrega de propostas. O STS-10 prevê investimento superior a R$ 5 bilhões, área de cerca de 622 mil m², 1,3 km de cais e potencial de ampliar em até 50% a capacidade de contêineres do porto até 2028. (Poder 360)


  • O Tribunal de Contas da União exerce o controle externo da administração federal, auxiliando o Congresso na fiscalização da execução orçamentária e financeira, inclusive em grandes projetos como concessões e leilões portuários. A função central é verificar se os recursos públicos são aplicados com legalidade, eficiência e benefício à sociedade. O tema será debatido no Summit TCU, promovido pelo Grupo Tribuna em 10 de março, na sede do tribunal, em Brasília (DF). O evento contará com especialistas e representantes do setor portuário. Entre os assuntos previstos estão o papel institucional do TCU nas demandas marítimas e portuárias e os mecanismos para garantir maior celeridade a projetos estratégicos. (A Tribuna)


  • O Governo do Estado de São Paulo informou que poderá acionar a garantia de proposta, caso o consórcio formado pela Azevedo & Travassos e pela Quimassa Infraestrutura não comprove capacidade de honrar a oferta vencedora no leilão da concessão da Rota Mogiana realizado na última sexta-feira (27). Conforme o secretário de Parcerias, Rafael Benini, a documentação será analisada para verificar eventual risco semelhante ao ocorrido no leilão da Rota Agro, que teve a Reag, uma as empresas vinculadas ao consórcio com a Azevedo & Travassos, inabilitada fazendo com que o consórcio vencedor fosse desclassificado. Caso haja impedimento ou descumprimento, o Estado executará a garantia apresentada na fase de habilitação. O governo estadual agora avalia a regularidade documental antes da homologação definitiva do resultado. (Valor Econômico)


  • A Motiva (ex-CCR) redirecionou sua estratégia para ativos de mobilidade sobre trilhos após priorizar a venda da plataforma de aeroportos à ASUR, operação estimada em cerca de R$ 5 bilhões. Conforme o presidente da empresa, Miguel Setas, a companhia pretende levantar entre R$ 5 bilhões e R$ 10 bilhões com reciclagem de ativos, incluindo eventual alienação de participação minoritária na plataforma ferroviária. A empresa não ampliou presença recente em novos leilões e passou a consolidar suas operações sob a marca “Motiva Trilhos”, integrando concessões como ViaQuatro, ViaMobilidade, Metrô Bahia e VLT Carioca. O objetivo é dar maior transparência ao valuation da plataforma. No campo operacional, a ViaMobilidade deve assumir a Linha 17-Ouro em São Paulo no segundo semestre, com possíveis compensações contratuais por atrasos. Além disso, há as obras de expansão das Linhas 4-Amarela e 5-Lilás. (Metrô CPTM)


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